Quase toda a gente já guardou algo para um amigo ou familiar: caixas de uma mudança, um instrumento musical, uma mala, móveis de um filho que foi estudar para longe. Começa como um favor pequeno, mas com o tempo os objetos ficam mais tempo do que o previsto e ocupam um espaço que faz falta. Com algumas regras simples, é possível ajudar sem perder o controlo da sua própria casa.
Falar antes de aceitar
O melhor momento para definir regras é antes de os objetos chegarem. Pergunte quanto tempo vão ficar, quanto espaço ocupam e quem se responsabiliza se algo se estragar. Não é falta de simpatia, é clareza, e evita mal-entendidos mais tarde. Combine também se a pessoa pode vir buscar as coisas quando quiser ou se há um momento certo para isso.
Um sítio à parte
Reserve um lugar para os objetos de outras pessoas, separado das suas coisas. Pode ser uma prateleira, um canto do sótão ou um armário na garagem. Assim vê logo quanto espaço estão a ocupar, e não se misturam com os seus pertences. Uma etiqueta com o nome do dono em cada caixa evita confusões e mostra respeito pelo que é dele. Se o espaço for limitado, defina de antemão o limite: aquela prateleira, e mais nada.
Cuidar sem se sacrificar
Guarde as coisas de forma a que não sofram danos: em caixas fechadas, longe da humidade e do calor, e sem peso por cima. Mas não se sacrifique para as proteger a todo o custo. Se não tem condições de as guardar bem, diga-o com franqueza. É preferível recusar do que aceitar algo que depois causa preocupação.
Lembrar com gentileza
Se o tempo passar e as coisas continuarem em sua casa, não tenha vergonha de perguntar quando vão ser levantadas. Uma mensagem simpática, sem pressão, costuma bastar. Pode também sugerir que a pessoa venha ver o que ainda quer guardar. Muitas vezes descobre-se que já não é preciso metade das coisas. Assim, o favor mantém-se um gesto de amizade e não se torna um peso.